Movimentos anti-guerra nos Estados Unidos, a luta pelo fim da ditadura no Brasil, manifestações estudantis em Paris. O mundo sente os efeitos deste ano ou década até hoje. Foram 12 meses de manifestações no planeta inteiro. Manifestações que se embalaram com o propósito de quebrar tabus e derrubar barreiras ideológicas que haviam se tornado sagradas e perduravam por décadas ou séculos. A impressão era de que um mundo morria, e dava lugar a outro.
O que hoje percebemos é que todas as mudanças iniciadas ou pelo menos defendidas naquela década ainda produzem efeitos 40 anos depois. A luta das mulheres e dos negros, por exemplo, continua em pauta em 2008.
A chave para entender este ano turbulento talvez esteja no slogan “O mundo inteiro está vendo!”, gritado pelos estudantes americanos que apanharam da polícia de Chicago durante convenção do Partido Democrata.
Muitos governos viam o sincronismo das rebeliões e manifestações pelo mundo inteiro como uma grande conspiração, mas a explicação apresentada pelo escritor americano Mark Kurlansy, autor de 1968 – O Ano que abalou o mundo, é que a sincronia se dava pelo poder da televisão. ACREDITE NA TELEVISÃO! A televisão, no entanto, era apenas um catalisador, diz o autor.
Como diz o jornalista Zuenir Ventura em seu livro 1968 – O que fizemos nós, pode ter passado algum outro ano mais importante para a história, mas nenhum foi tão discutido como 1968.