Alexandre Dubcek ficou conhecido como o arquiteto da Primavera de Praga – uma tentativa ingênua de democratizar o comunismo. Dubcek vinha de uma família de entusiastas idealistas do socialismo. Perto dos cidadãos de outros países comunistas da Europa Ocidental, tchecos e eslovacos sofriam menos com a censura da imprensa, tinham mais liberdade artística e conseguiam viajar ao Ocidente com mais facilidade.
Essa liberação incipiente acabou gerando um apetite ainda maior por mais e mais reformas. Dubcek queria remover todo e qualquer resquício de autoritarismo que pudesse existir num sistema socialista. Como disse a escritora Regina Zappa em seu livro: “Eles só queriam mudar o mundo”.
A União Soviética, no entanto, não gostou nada daquilo. Em agosto, a tensão acabou dando lugar ao confronto: forças soviéticas invadiram a Tchecoslováquia. Dubcek recebeu a notícia da invasão dos russos com muito pesar, pois se considerava aliado dos russos. Mesmo resistindo, o soldo da guerra foi de 72 mortos e 702 feridos. Tiveram de desfazer a Primavera de Praga. Mas pelo menos, tiveram duas boas vitórias: Saíram vivos e não houve expurgo assassino na Tchecoslováquia.
Curiosidade 1: A Primavera de Praga ganhou este nome porque durou basicamente toda a primavera do Hemisfério Norte.
Curiosidade 2: A primavera de Praga é a principal referência da história tcheca. No entanto, muitos ícones do movimento foram excluídos da sociedade. A Primavera de Praga representa a parte principal do desenvolvimento da sociedade civil transnacional e da transformação da esfera pública do século 20.