Lyndon Johnson, do Partido Democrata, era favorito até anunciar, em 31 de março que não tentaria a reeleição. Então surge no cenário Eugene McCarthy e o carismático senador Robert Kennedy, irmão do presidente assassinado John Kennedy, e que tinha a seu favor um programa reformista que prometia dar prioridade à população carente e ao combate à desigualdade social.
Católico fervoroso, Robert usava a religião para conclamar os americanos a acabar com a exploração econômica no país. Seu único pecado foi dizer que o PIB é menos importante do que parece. O fato é que antes mesmo que sua plataforma pudesse ser testada, Bobby Kennedy, após vencer as primárias na Califórnia, foi assassinado pelo palestino Sirhan Sirhan.
A tensão política nos EUA, depois do assassinato, só aumentou. Durante a convenção do Partido Democrata, entre 26 e 29 de agosto, estudantes chegaram a indicar “um porco” para presidente dos Estados Unidos. As provocações fizeram a polícia agir de forma violenta, mesmo diante das câmeras de TV. No fim das contas Richard Nixon, que fazia campanha pela “maioria silenciosa” de americanos que via os manifestantes como arruaceiros ganhou as eleições nos Estados Unidos. A campanha de 68 acabou com o domínio dos democratas e dos liberais na política americana. Depois daquele ano, só dois presidentes posteriores seriam democratas: Jimmy Carter e Bill
“Há uma relativa calma em 2008, mesmo com uma guerra no exterior”, analisa Joseph Palermo, historiador da Cornell University e autor do livro Robert F. Kennedy. Mas isso pode guardar o pior. “Pelo menos em 1968 os jovens tinham esperança e podiam sonhar com um planeta e com um futuro melhor. Não dá para ignorar o estrago ao país feito pelos heróis conservadores”. Finaliza o historiador.