“Tet” nada mais é do que o Ano Novo lunar vietnamita, escolhido pelos guerrilheiros comunistas, para marcar o início de uma ofensiva suicida contra o Vietinã do Sul e seu aliado ocidental, os Estados Unidos. Como o poder bélico era infinitamente maior do que o dos comunistas, as cidades ocupadas foram retomadas em poucos dias. Mas a coragem dos vietcongues ficou marcada na história da Humanidade. Não ganharam a guerra, mas o respeito, principalmente dos americanos, ficou evidente.
Esta ofensiva de Tet é considerada até hoje pelos especialistas o começo da derrota americana na Guerra do Vietnã. Está aí mais uma vez “o poder da televisão” que mostrou soldados americanos totalmente desorientados, morrendo aos montes, além de revelar imagens chocantes de guerrilheiros capturados e desarmados sendo mortos com tiros na cabeça. Toda esta mistura de imagens fez com que surgisse um movimento anti-guerra liderado por estudantes americanos nos campi das principais universidades do país.
Está claro que o fim da Guerra do Vietnã mudou substancialmente a imagem dos militares pelos americanos e relação dos cidadãos com as Forças Armadas. Até os movimentos de esquerda ficaram mais pacifistas. Os moderados aprenderam a evitar intervenções internacionais. Os conservadores acharam por bem isolar o militarismo da opinião pública, segundo análise do historiador Chris Capozzola.